8 de setembro de 2015

Por você...






















Tão certo quanto o céu é azul e o oceano infinito eu apaguei esse texto e reescrevi diversas vezes porque não queria que nenhum texto sobre você soasse clichê. Você não merece coisas clichês, você merece algo singular. 



Só queria que soubesse que nenhuma palavra, nenhuma frase dita por Shakespeare, ou qualquer outro autor. Nenhuma citação de qualquer livro que exista, é capaz de descrever o que eu sinto por você. Você recolheu todos os meus cacos no chão sem perceber, me deu um pouco do seu tempo, olhou nos meus olhos como ninguém nunca tinha feito antes, pegou minha mão e por um milésimo de segundo me fez acreditar que o mundo poderia ser bem melhor, fez com que eu me sentisse viva quando eu não conseguia sentir nada há tanto tempo. 


Você é a lembrança mais linda que eu tenho, com certeza. E moço, independente do que aconteça daqui pra frente, quando eu tiver uns 60 anos vou sorrir toda vez que lembrar o teu sorriso e de como me sentia tão bem do teu lado. Vou me lembrar do dia que você me disse que odiava azeitonas, e eu apenas olhei pra você e dei o sorriso mais largo do mundo porque eu amo azeitonas. E sei que você me olhou sem entender o porquê do meu sorriso, mas te explicaria se um dia me pedisse. 

Queria poder cantar todas as canções do mundo no pé do teu ouvido, queria poder ver todos os seus sonhos se realizarem. Por você eu leria um livro de matemática de trás pra frente milhares de vezes. E você sabe o quanto isso é difícil para alguém de humanas. Por você eu comeria um prato enorme de feijão, e você sabe o quanto eu odeio feijão. Por você eu enfrentaria qualquer barata correndo com um vidrinho de SBP na mão, porque apenas com o chinelo não conseguiria, tenho uma péssima mira e um medo gigante de baratas. Mas você sabe disso. 

Vivo dizendo que sou um livro surrado que ninguém consegue ler até o final, as pessoas geralmente liam as primeiras páginas e me deixavam em um canto qualquer. Mas você me leu até o final, e continua aqui esperando pelas próximas páginas que nem comecei a escrever. 

Você entrou no meu quarto, viu o quadro com a frase “Afastai de mim os homens que não sabem o que querem, amém.” da Isabela Freitas, não disse nada e apenas ficou. Eu te disse uma vez que isso tudo me apavorava, é verdade. Mas certas coisas valem o risco, não é mesmo? Você vale o risco.

Prometi-me que voltaria a escrever, quando alguma coisa realmente valesse a pena ser escrita e aqui estou eu com os dedos nervosos no teclado tentando entender esse sentimento que só cresce dentro de mim. 

Uma vez meu tio me aconselhou: “ Nunca goste mais de uma pessoa, deixe que ela goste mais de você.” Desculpa ai tio, mas isso meio que é impossível pra essa pessoa intensa aqui. Mas mesmo assim, obrigada pelo conselho. E moço, eu sei que gosto de você talvez bem mais, do que você gosta de mim. Mas não tem problema sabe, por quê?

Porque eu aprendi que por mais que você tenha vontade de gritar em plenos pulmões o quanto gosta de alguém, você não pode obrigar a pessoa a gostar o mesmo tanto de você, ou a permanecer do seu lado. Por isso, se um dia você for pra sempre, saiba que me sentiria nua se soubesse que chegou a ler esse texto enorme e sem nexo sobre você. Mas, que principalmente, eu estarei feliz e com o sorriso que você tanto gosta no rosto e você continuará sendo a lembrança mais linda que eu tenho.


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